Escrevo para...
Registrar sim; competir na internet, não
Há uma certa magia em plataformas na internet como esta. Comparo a uma biblioteca agradável, silenciosa (sem ruídos) e aconchegante, onde se pode ir até uma prateleira, escolher um livro, sentar-se e ler.
Nesta plataforma em específico, encontro os mais diversos escritores diariamente que escrevem de forma verdadeira e pessoal. Leio até os estrangeiros, graças ao tradutor automático dos navegadores. Aqui, sinto uma imediata conexão com pessoas através apenas de palavras, em sua maioria, escritas.
Por outro lado, em plataformas como o Instagram, os autores parecem mais interessados em desenvolver o engajamento para suas publicações, muito menos em visitar perfis alheios para contemplar por um tempo os ditos "influenciadores digitais" ou criadores de conteúdos. Estes, focam-se em engajar para obterem lucro com parcerias, através de anúncios publicitários. O engajamento funciona então como uma métrica para si, algo como sendo relevante (apenas anunciante, suponho).
Não é que eu não goste do INstagram. Eu gosto. Gosto principalmente da função que permite escolher uma trilha sonora para as fotografias (publicadas). O desenvolvedor que pensou nisso foi muito certeiro para mim. Porém, é um lugar muito barulhento onde a disputa por atenção é mais evidente. A contemplação da arte alheia é pouco valorizada, pois o imediatismo é mais gritante.
No Instagram, passei a publicar com mais frequência recentemente. Apenas para registrar para os meus amigos e para mim.
Escrever, gravar vídeos e indexar fotografias é o que eu considero ser maravilhoso. Além disso, ler, assistir e/ou ouvir o que outras pessoas registram e publicar é o que me motiva a compartilhar também, pois são fontes de inspiração para mim.
Ganhei da minha esposa um pacote de papel branco sem pautas que passei a usar para meus estudos e anotações. Asssim, tenho registrado e aprendendo sobre as coisas ao meu redor, utilizando a escrita com caneta e papel como ferramenta para omeu aprendizado. Iso tem sido como uma terapia. Registro os meus sentimentos quando algo me inspira; e as minhas reflexões após entrar em um estado de solitude, um estado de meditação absoluta.
Antes de screver, eu apenas externalizava falando. Mas quem poderia ser um ouvinte ativo sempre disposto a estar ao meu lado? Nesse sentido, já desgastei muito os ouvidos da minha esposa e preciso dar umas férias a ela (risos). Eu mesmo nãosou um bom ouvinte ativo entendo que é cansativo ser um.
Escrever não significa que milhares lerão o que eu produzir. Pois há um oceano de pensamentos e milhões de marujos (autores) nas mais diversas embarcações (plataformas de internet) navegando na web.
Ainda assim, não vou negar: quando eu noto que alguém, de alguma forma, leu aquilo que eu compus e publiquei na internet, sinto-me acolhido -- e é reconfortante. Nesse momento, tenho a certea de que não estou sozinho.
Também o ato de poder escrever e publicarna internet como um registro pessoal, eixa-me bastante motivado. É como diz aquele famoso provérbio chunês:
"Há três coisas que o homem deve fazer em sua vida e deixar após a sua partida:
- Plantar uma árvores,
- Ter um filho e
- Escrever um livro."
Não sei se a parte sobre escrever um livro se refere a um livro real ou metafórico. Porém, entendo o fato de publicar as minhas experiências e registrar em uma plataforma de blog, mídia social ou rede social como "estar a escrever o meu próprio livro" e o disponibilizar em uma biblioteca.
Aqui no Bearblog, onde onde faço os meus relatos pessoais, já possuo alguns capítulos registrados do meu livro de vida. Confio na promessa do Herman sobre a longevidade planejada desta plataforma (atenção: não estou pressionando a ninguém -- risos). Inclusive, deixo aqui a minha gratidão ao Herman por me deixar usar a versão freemium; planejo migrar para a assinatura da versão Pro brevemente.
Finalizei este texto sob a luz de uma lamparina devido a um apagão elétrico que ocorreu em meu bairro.
