Evandro Maia Neves

Retrato Falado De Um Rabugento

— Escrito por Maia

Fiz este desenho como uma autoimagem. Não é um autorretrato, mas um retrado da minha alma quando estou de mau humor. Ele representa uma parte minha muito forte. Nesta obra, eu trago à tona um eu interior que consegue alcançar, comumente, o mundo exterior por meio das minhas emoções. O meu objetivo aqui é obter o autoconhecimento; já o desenho é fonte da minha imaginação automática.

Usei o aplicativo Sketchbook Pro em meu celular Samsung A06. Rascunhei com o dedo sobre a tela. Pintei usando o pacote de pincéis Manga Basic. De forma mais específica, usei o pincel para aquarela e o pincel para aquarela Blend (ambos do mesmo pacote). A pintura é chapada. O diferencial da pintura é o uso da função "Multiplicar" aplicada sobre camadas com os tons azul-petróleo e roxo, para sombras. Resolvi pintar o fundo com uma cor aleatória que contrastasse. Publiquei no Cara App.

Levei semanas para concluir este desenho. Eu já devo ter relatado que tenho dificuldades em gerir o meu tempo e minhas tarefas. E que isso é comumente interpretada pelas pessoas como "preguiça" – não é! Para mim, parece que foi ontem que comecei a desenhar, até receber uma notificação do Google Fotos me relembrando que a fotografia disso ou daquilo completa um ano.

Em relação ao desenho, tecnicamente não busquei nada. Pois isso não é um trabalho profissional, e sim um hobby, que leva "anos" para ficar pronto. Ele é o reflexo da minha alma. Rabugenta desde os meus dois anos. Sempre fui um velhinho rabugento.

É por tudo que amo demais as pessoas que me cercam. Não é que eu seja uma pessoa difícil de se conviver. De forma geral, as pessoas preferem estar com quem é... Amável, gente boa, agradável. Já eu, SOU UM RABUGENTO.

ilustração digital, estilizado, de um jovem com cabelo azul-petróleo, usando um chapéu de feltro marrom, visto de perfil, sobre um fundo bordô sólido